Fam�lia Geisse Vinhedos de Terroir

Você tem mais de 18 anos?

não sim
Carregando...
+menu

Cave Geisse Inspiração para grandes momentos

O vinho sempre fez parte da vida de Mário Geisse. Cresceu em uma região produtora de uva para pisco, no Chile, trabalhou com diversas vinícolas e chegou à Chandon, onde se tornou responsável pelos negócios no Brasil. Ele viu o potencial da região para a produção de espumantes, pesquisou e investiu na região dos Vinhos da Montanha, em Pinto Bandeira, criando assim a Cave Geisse.

Mario Geisse

O início de tudo

A paixão do enólogo Mário Geisse pelo vinho é um caso de amor antigo, uma história que há muito estava escrita: "Começou desde criança. Em minha casa ele sempre foi parte do dia-a-dia, como o pão e a carne, como tudo que existia na mesa", conta. "Eu nasci vendo-o como elemento de vida". O enólogo cresceu em uma região produtora de uvas para pisco, em Limari, a 400 quilômetros ao norte de Santiago.

Da sua infância recorda o memorável verão de 1957, quando conheceu o senhor Perico, no povoado de Caleu, que lhe ensinou a fazer vinhos e mostrou toda a magia que envolve a arte de beber entre amigos. Mário sempre gostou da vida no campo e por isso decidiu estudar agronomia e especializar-se em vinicultura. “Não sou uma pessoa de escritório”, observa. “Preciso estar em movimento, sou um itinerante e o vinho me proporciona isso”.

Encontro com o Brasil

Em 1971 foi trabalhar em Chillan, Concepción e Yumbel Coelemu, com pequenos agricultores e cooperativas. No ano de 1973, mudanças políticas e econômicas explodiram no Chile com a chegada de Augusto Pinochet ao poder. Mário é contratado pela vinícola Manquehue - uma gigante da época - onde desenvolveu novos vinhos até 1976. De repente, viu-se com apenas 25 anos, com uma vasta experiência e muito entusiasmo com a prática.

Sua vida iria sofrer uma expressiva mudança em breve. Mário é contratado pela Chandon para abrir mercado na América Latina, nos vinhedos da Serra Gaúcha - assim começa seu namoro com o Brasil, país que ele não havia estado e que permanece até hoje. “A imagem que eu tinha do Brasil era absolutamente diferente da que eu encontrei”, revela. O enólogo descobriu que de tropical nada havia nestas terras do extremo sul e que a uva era muito distinta da chilena. Surpresa que lhe pareceu positiva e ótima para a produção de espumantes.

Ele assumiu a Chandon em janeiro de 1977, durante os primeiros passos da vinícola no Brasil, quando os vinhedos começavam a ser implantados, a cantina estava em construção e um novo mundo estava prestes a ser descoberto. “Cada país tem sua característica e esta é uma região para espumantes”, sentenciou, como se adivinhasse o futuro. “Em algum momento o mundo vai se dar conta que isso é distinto e eu vou ser o melhor produtor de uvas para elaboração de espumantes”.

Surge a Cave Geisse

Mário buscou incansavelmente uma região alta, com boa exposição solar, a encosta virada para o norte e a melhor drenagem possível, levando em consideração que o maior limitante da região é a chuva. “Se chover, ela não me prejudica”, refletiu, com experiência. A procura levou um ano. No final de 1978 a compra de 36 hectares a 800 metros de altura, em Pinto Bandeira, na região conhecida por Vinhos de Montanha, se concretiza.